Endoscopia Digestiva: o que é, quando é indicado e como se preparar

Entenda o que é a endoscopia digestiva, quando o exame pode ser indicado e como funciona o preparo. Informações claras para quem vai fazer o procedimento.

Responsável editorial: Dra. Maria Júlia Colossi, CRM 32153 BA | RQE 25179 · Publicado em undefined · 4 min

Em resumo

A endoscopia digestiva é um exame que permite visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno por meio de um tubo fino com câmera. Ela pode ser indicada para investigar sintomas como dor, queimação, dificuldade de engolir ou sangramento, e o preparo inclui jejum e ajustes de medicamentos conforme orientação médica.

O que é endoscopia digestiva

A endoscopia digestiva alta é um exame que utiliza um tubo fino e flexível, com uma câmera na ponta, para observar o interior do esôfago, do estômago e da primeira parte do intestino delgado (duodeno). Durante o procedimento, o médico pode coletar pequenas amostras de tecido (biópsias) para análise laboratorial, se necessário.

Quando o exame pode ser indicado

A endoscopia pode ser solicitada em diversas situações, sempre a critério do médico que acompanha o paciente. Em geral, ela ajuda a investigar sintomas como dor na parte alta do abdômen, queimação, refluxo, náuseas persistentes, dificuldade para engolir, sensação de estufamento ou sinais de sangramento digestivo, como fezes escuras ou vômito com sangue.

O exame também pode ser usado para acompanhar doenças já diagnosticadas, como esofagite, úlceras ou alterações pré-cancerosas, e para realizar procedimentos como dilatação de estreitamentos ou retirada de pólipos em locais selecionados. A decisão de fazer o exame depende da avaliação individual, considerando sintomas, histórico e risco de cada pessoa.

Como funciona o preparo

  • Jejum: o paciente deve ficar em jejum por um período definido pelo médico, geralmente algumas horas antes do exame, para garantir que o estômago esteja vazio.
  • Medicamentos: alguns remédios podem precisar ser pausados ou ajustados, especialmente anticoagulantes, anti-inflamatórios e medicamentos para diabetes. O ajuste é sempre orientado pelo médico que solicitou o exame.
  • Acompanhante: como a sedação é comum, a presença de um acompanhante é recomendada, pois o paciente pode ficar sonolento e não deve dirigir nas horas seguintes.
  • Roupas e objetos: recomenda-se usar roupas confortáveis e retirar próteses dentárias móveis, óculos e objetos metálicos, conforme orientação da equipe.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica presencial. Cada caso deve ser discutido individualmente com um profissional de saúde.

Como o exame é realizado

O paciente geralmente recebe sedação intravenosa para reduzir o desconforto e a ansiedade. Em seguida, o tubo é introduzido pela boca e avança lentamente pelo esôfago até o duodeno. O médico insufla um pouco de ar para melhorar a visualização, o que pode causar sensação de estufamento durante o exame. A duração varia conforme a necessidade de biópsias ou intervenções.

Após o exame, o paciente permanece em observação até que a sedação passe. Podem ocorrer efeitos passageiros, como garganta levemente irritada ou sonolência. A alimentação é liberada gradualmente, de acordo com a orientação da equipe.

Sinais de alarme: procure atendimento sem esperar

Embora a endoscopia seja considerada um procedimento seguro, é importante saber reconhecer situações que exigem avaliação médica imediata. Procure atendimento no mesmo dia se apresentar:

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar depois do exame (mesmo dia).
  • Dor forte ou que está piorando no peito ou na barriga (mesmo dia).
  • Vômito com sangue ou com aspecto de borra de café, ou fezes vermelhas ou pretas (mesmo dia).
  • Febre, ou dor de garganta e dificuldade para engolir que estão piorando (em até 24 horas).

Esses sintomas podem indicar complicações que precisam ser avaliadas sem demora, mesmo que pareçam leves no início.

O que a evidência ainda não resolveu

Ainda não há um consenso único sobre a periodicidade ideal para repetir endoscopias em pacientes com condições crônicas, como esôfago de Barrett ou gastrite atrófica. A definição do intervalo entre exames depende de fatores individuais, como o resultado de biópsias, a idade, o histórico familiar e a presença de outros fatores de risco. Além disso, o melhor protocolo de preparo para casos especiais, como pessoas com diabetes ou com dificuldade de jejum prolongado, varia caso a caso e deve ser ajustado pela equipe médica.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Procure avaliação profissional para o seu caso; em situações de emergência, busque atendimento imediato.

Leia também: Endoscopia normal e o estômago continua doendo: o que isso quer dizer · H. pylori: quando o tratamento é indicado e quando é preciso reinvestigar

Como este conteúdo foi produzido: texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir de pauta, fontes e limites definidos pela equipe de Dra. Maria Júlia Colossi (CRM 32153 BA), que responde por ele. Publicado sob responsabilidade editorial da médica; a revisão clínica, quando registrada na plataforma, aparece nesta página com a data.

Quer conversar comigo sobre esse assunto?

Atendo em Lauro de Freitas. Avalio cada caso de forma individual, com com consulta online e foco em resultado real.

Agendar pelo WhatsApp

Perguntas frequentes

A endoscopia digestiva dói?

O exame costuma ser feito com sedação para reduzir o desconforto, mas a sensação varia de pessoa para pessoa. A equipe médica avalia cada caso e pode ajustar a sedação conforme necessário.

Preciso parar meus medicamentos antes do exame?

Alguns medicamentos, como anticoagulantes e alguns remédios para diabetes, podem precisar de ajuste antes do procedimento. A decisão é individual e deve ser discutida com o médico que solicitou o exame.

Quanto tempo dura a endoscopia?

O exame em si geralmente leva poucos minutos, mas o tempo total inclui preparo, sedação e recuperação. O médico informa a estimativa para cada caso, pois pode variar conforme a necessidade de biópsias ou outros procedimentos.

Posso voltar para casa no mesmo dia?

Na maioria dos casos, sim, desde que haja um acompanhante e que a sedação tenha passado. A alta depende da avaliação da equipe e das condições clínicas de cada pessoa.

O que posso comer depois do exame?

A liberação da alimentação ocorre após a recuperação da sedação e de acordo com a orientação médica. Em geral, inicia-se com alimentos leves, mas cada paciente recebe instruções específicas.

Dra. Maria Júlia Colossi — Formação e Credenciais

Gastroenterologista com formação pela UFBA e residência na UNICAMP, com atuação em doenças inflamatórias intestinais, doença celíaca e intolerâncias alimentares.

Formação e atuação

  • Graduação em Medicina pela UFBA
  • Residência em Gastroenterologia pela UNICAMP
  • Ano adicional em Endoscopia Digestiva pela UNICAMP
  • Professora Assistente na EBMSP

Autoria e responsabilidade: o conteúdo desta página é publicado sob responsabilidade editorial da Dra. Maria Júlia Colossi, com as fontes consultadas listadas acima. Quando há revisão clínica registrada, a data aparece no topo da página.